13 de jul de 2017

Não posso controlar o que sinto, mas posso entregar o que sinto a Deus!


Queridas, esse texto não é meu, mas poderia. Há muito tempo, aprendi uma oração de "entrega", uma entrega que pode ser difícil ou fácil, isso vai depender da intensidade com que estamos sentindo. O coração às vezes não aguenta o tranco, não é mesmo?! O desejo de controle nasce da necessidade de garantir que não vamos nos machucar, de nos proteger, resguardar, do medo da rejeição, da exposição, da fraqueza. O desejo de poder controlar aquilo que pode me desestabilizar.


Nós, mulheres, somos intensas: todos os sentimentos, sentimos em dobro; as emoções, vivemos em cores. Isso significa que pode fugir do nosso controle sentimentos que nos sufocam: tristezas, perdas, ansiedades, depressão, carência, afetos mal ordenados, enfim, tantas e tantas coisas. Isso é humano. Então, o conselho que recebi era, em suma, o mesmo que Shakespeare diz em seu soneto de "Eu aprendi que...", bem, ele diz assim: "(...) Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito!"


E se... escolhermos entregá-los a Deus?
Deus é capaz de acalmar um coração atribulado


"Eu quis ter o total controle das minhas emoções e sentimentos. mas aí é que está, eu não posso controlá-los. Posso controlar o que faço, mas não o que sinto. Talvez seja por isso que grande parte das vezes em que sinto algo que não desejo sentir e me esforço para reprimir, como a ansiedade e até mesmo o medo do novo, as coisas começam a desandar.


“Existe o momento certo para tudo, você é humana e precisa sentir. não reprima, só sinta e viva”, foi praticamente isso o que uma amiga me disse. Tudo bem, eu posso não controlar o que sinto, mas posso entregar o que sinto a Deus. E é isso o que tenho feito. O meu coração é complicado, afobado, teimoso (muitas vezes) e extremamente entregue ao que sente. Não sei, de fato, se isso é bom ou ruim, só sei que é preciso equilíbrio e sem Deus não sou capaz de conseguir isso.

É na ansiedade e em outros momentos não agradáveis que Ele precisa se aproximar e dizer: “Se acalma, não precisa disso”, e o coração se acalma. Se acalma porque sabe reconhecer a voz de quem o cuida. Eu tenho aprendido mais sobre a paciência e confiança porque Deus está me ensinado.

Ainda tenho muito o que aprender. E quer saber? Estou no lugar certo. Estou com Ele, estou onde devo estar."




(via: Alma com Flores)

23 de abr de 2017

A quem meu coração busca?

Queridas,

A princípio, a idéia não era falar sobre esse assunto, mas a Providência Divina sempre ganha. Então, gostaria de fazer com vocês essa pequena meditação por dois motivos: primeiro, estamos inclinadas a achar que a solidão que carregamos conosco poderá ser preenchida por alguma coisa ou criatura; segundo, quando se sabe o que quer encontra-se o que busca.  

Sabemos que em tudo o que queremos, nós queremos que seja perfeito: se eu quero um namorado, eu quero que ele seja perfeito; se eu busco um amigo, busco que ele seja o mais perfeito; e é assim com todo o desejo desordenado e quando nos decepcionam, tudo vem abaixo. 

Tudo em nossa vida tem essa "marca" de perfeição, isso só comprova o desejo de Deus, que deve ser realizado para que vivamos as outras relações pacificamente, porque se já temos o que buscamos, então, saberemos conviver com as fraquezas dos outros. Se temos Deus - Aquele que é perfeito, e nos capacita do perdão, nos capacita da misericórdia - saberemos buscar tudo o que nos é proveitoso. 

Como diz São João da Cruz: "nega os teus desejos encontrarás o que deseja o teu coração!", a busca de Deus consiste na realização do desejo mais profundo do coração humano.

Dessa maneira, podemos lembrar uma buscadora da Sagrada Escritura: A Samaritana. A Samaritana buscava algo, seu coração estava longe do Alto, perdido em solidão, ela acreditava que o que buscava era maridos; ela tinha cinco maridos, quando Jesus pergunta do sexto marido a Samaritana diz "não tenho!", ela já identificava que os problemas não estavam nos maridos, mas na falta de algo...

E Jesus começa a dar pistas para que ela O encontre "Ah, se soubesses quem te pede de beber não terias mais sede!", não teria mais as necessidades angustiantes de preencher o "vazio" que vivia. Se a Samaritana tivesse conhecido Jesus antes desses seis maridos, bastaria apenas um, podemos nós também ouvir essas palavras de Jesus hoje? O Senhor ordena tudo em nosso interior, e nos lança a um campo de fecundidade, onde podemos purificar nosso amor as demais criaturas. Onde podemos descansar na certeza de que, enfim, achamos o que tanto procuramos nessa vida e dizer "Deus, te achei!"




Meditação fomentada segundo escritos da Madre Kelly Patrícia sobre a Busca de Deus.

13 de fev de 2017

4 erros que você não pode cometer em seu relacionamento



Summer flowers de John William Godward



É fato que em um relacionamento a dois nem tudo é um mar de rosas. Na verdade, Deus nos chama a uma vida de sacrifício, um casamento, por exemplo, é uma via sacra. É comumente os católicos acharem que a única forma de viver uma vida santa é por meio da vida religiosa, contudo, o que seria do mundo sem casais? Simplesmente não iriam existir mais católicos. Então, se sabemos que o amor entre o homem e uma mulher é o que há de mais próximo do amor divino - pois é isso que as próprias Santas Letras nos mostram quando dizem que os esposos devem amar as esposas como Cristo amou a Igreja -, como podemos fazer para que algumas coisas deem certo? Algumas de nós podem cometer alguns erros que poderiam ser evitáveis. Listo aqui no texto quatro deles: insegurança, ansiedade, impaciência e impulsividade.

Notaram que há uma sequência bem lógica em cada um dos erros? A impressão que tenho é que um erro decorre de outro erro.

Por natureza, as mulheres tendem a ser bastante inseguras, sobretudo, nos tempos modernos. Vamos ser bem sinceras umas com as outras! Em algum momento de nossas vidas nos sentimos incomodadas com tantas “mulheres bonitas” ao redor, afinal de contas, é cada “roupinha curta”, não é? Nossa vontade é pedir para que todas se cubram! Mas nossa insegurança não decorre apenas disso, há outras inseguranças também. A insegurança de não ser uma moça inteligente, madura, sábia, uma moça cheia de virtudes, aquela a quem as Santas Letras chamam de “mulher virtuosa”, enfim, uma moça à altura do nosso amado.

Mas não podemos deixar que nossas inseguranças femininas (e muitas vezes sem sentido!) atrapalhem o nosso relacionamento. Por quê? Porque a partir delas aparecerão vários outros problemas. Insegurança gera medo, que gera ansiedade. A ansiedade gera aflição e agonia, todos esses sintomas não são santificantes. São Mateus diz-nos: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia seu próprio mal”[1]. Em sua epístola aos Filipenses, São Paulo diz-nos, também: “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus” [2].
A ansiedade torna-nos impaciente. E, claro, a impaciência também não provém de Deus. Na verdade, a informação que temos é que a paciência é um dos frutos do Espírito Santo [3]. A grande mística e doutora da Igreja, Santa Teresa d’Ávila, escreveu: “A paciência tudo alcança". Sim. A paciência realmente alcança tudo, ao contrário da impaciência que gera em nós uma atitude impulsiva. Falamos e agimos descontroladamente, sem pensarmos duas vezes no que estamos fazendo, e depois nos arrependemos amargamente daquilo que fizemos por impulso, na hora da impaciência.
Homens são fortes, mas eles também têm seus medos, anseios e inseguranças. Precisamos ser como âncoras para eles, precisamos ser fortes. Confúcio, um filósofo chinês, uma vez disse: "A mulher é a raiz e o homem, a árvore. A árvore só cresce quando a raiz é forte". E, de fato, a mulher é o que há de mais forte na terra, embora, muitas vezes, por causa da natureza decaída do ser humano, acabamos cometendo pecados. Não podemos prejudicar nossos relacionamentos por erros tão evitáveis, erros que podem ser corrigidos com muita oração e perseverança.

[1] Evangelho Segundo São Mateus 6,34
[2] Epístola aos Filipenses 4,6-7
[3] Epístola aos Gálatas 5,22