3 de jul de 2016

Estampa Floral, tem contra-indicação?

Meninas, minhas queridas, não é surpresa para quem me conhece o fato de que eu AMO estampas florais. Tenho um estilo mais romântico tradicional (ou clássico!), então, tudo a ver com floral, né? Seja em blusas, saias, vestidos ou blazers. Muitas mulheres acreditam que esse tipo de estampa é desfavorável para as que tem idade avançada, mas isso é só cisma, uma vez que o floral deixa o look mais alegre (com cores vivas), romântico ( com estampas mais delicadas e femininas) e chique ( com rendas e combinações de preto e branco). 
Esses tipos de estampas podem ser usadas tanto de dia como de noite. Os tons pastéis podem ser usados de dia; e os mais vibrantes, à noite. Vejamos alguns modelos abaixo e as combinações:

O blazer dá um "up" no visual, por mais simples que ele possa ser: blusa e calça.

Lembram que falamos que o "preto e branco" dá um "ar" de chiquê? Então! :)

Casou bem toda a combinação, né? Para quem tem medo de ousar e acrescentar ao look cores fortes,
pode começar usando estampas florais, sem sair do preto e branco!

E se o assunto é "ousar", que tal um floral que te dê a opção de combinações
mais divertidas para usar durante o dia? Vejam que sapato lindo!



O floral é ótimo para ir trabalhar, também! 

Ou só dar uma volta no shopping!

Ou para sair à tarde/noite!
Muitas vezes, as gravidas não têm tantas opções de roupas, seja para um evento chique ou só uma saída
o floral dá um toque especial sem cair no "vesti qualquer coisa que coube em mim!"





12 de jun de 2016

Meditação para o dia dos namorados: O esposo de Maria

Transcrito: LETÍCIA MATIAS 


Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu
Jesus, chamado Cristo.
(Mt 1, 16)
     O evangelho de São Matheus diz- nos que José, depois da aparição do Anjo, fez o que lhe tinha sido prescrito:recebeu Maria em sua casa. O que provavelmente quer dizer que, enquanto estiveram muito unidos apenas pelos esponsais, o costume ainda não lhe concedia o direito de admiti-la em sua casa; e que, portanto, ambos se apressaram  a ratificar pela cerimônia do casamento a união que tinham contraído. 
     Conhecemos com bastante precisão como se desenrolavam as cerimônias nupciais nessa época entre os judeus. É evidente que Maria e José, respeitosos como eram dos menores detalhes da Lei, tiveram o cuidado de observar exatamente o que os ritos e os costumes tradicionais prescreviam quanto à cerimônia. Maria certamente usou as vestes tradicionais: uma túnica ampla de cores variadas sobre a qual caía um amplo manto, que a cobria da cabeça aos pés; debaixo do véu, sobre o cabelo cuidadosamente penteado, uma coroa de plantas douradas.
     Ao cair da noite, subiu a um palanquinho e deixou-se conduzir à casa de José. Os convidados à boda, vestidos de branco e com um anel de ouro e no dedo, escoltavam a liteira; um grupo de donzelas precedia a noiva, cada uma segurando uma lâmpada acesa, enquanto outras balançavam ramos de murta sobre a sua cabeça. Os habitantes de Nazaré, alertados pelo som da flautas e dos tambores, acotovelavam-se curiosamente nos terraços e nos dois lados da rua, a fim de verem passar o cortejo e aplaudirem a desposada. Ainda não suspeitavam que era a eleita de Deus, que no seu seio se estava formando o Messias, objeto de todos os desejos e esperanças da nação.
     José esperava Maria à porta de casa, também vestido de branco e coroado de brocado de ouro. Depois de terem sido conduzidos um à presença do outro e terem trocado o anel, ambos se sentaram debaixo de um dossel voltado para Jerusalém, espécie de nicho ricamente preparado com ornamentos dourados e estofos pintados; Maria tomou o lugar à direita de José. Voltaram a ouvir o contrato que se tinha estabelecido por ocasião dos esponsais. Depois, beberam do mesmo copo que a seguir foi despedaçado diante deles, gesto que significava que deviam estar dispostos a partilhar tanto as alegrias como as penas.
     O banquete de nupcias deve ter tido lugar na hospedaria de Nazaré; mas mas as alegres e festivas comemorações prolongaram-se, segundo o costume, por vários dias. 
     A partir desse momento, José e Maria pertenciam definitivamente um ao outro. Estavam unidos diante de Deus e diante dos homens. É verdade que Maria era um bem que Deus tinha reservado para si, mas fora Vontade desse mesmo Deus dar a um homem mortal,a José, um direito de propriedade sobre essa criatura privilegiada, bendita entre todas as mulheres. A partir desse momento, Deus colocava-lhe entre as mãos Aquela que Ele tinha criado com tanto amor, em quem tinha pensado desde toda a eternidade, que tinha feito sua com tanto zelo.
     Entre os dois esposos não se estabeleceu nenhum clima de "casamento por conveniência" ou desacordo; era uma união perfeita. É verdade que Maria, chamada à dignidade e por isso situava-se num grau de santidade muito mais alto do que São José; este, porém, tinha ouvido do Anjo umas palavras tranquilizadoras: Não temas em receber em tua casa Maria, tua esposa...
    Ao significado dessas palavras que já comentamos acima, podemos acrescentar agora este outro: "Anima-te. Tu és o homem escolhido por Deus para esposos dAquela que acaba de conhecer por obra do Espírito Santo. Estarás à altura da tua missão. Ser esposo da Mãe de Deus seria uma função esmagadora para forças humanas, mas o que é impossível para o homem é possível para Deus, e tu hás de receber as graças necessárias". 
    José e Maria são, pois, Marido e mulher, sem que esses títulos nada tenham de fictício. Pelo contrário, nunca a terra viu um par de almas, chamadas a viver em comum, unidas num amor tão autêntico. Amam-se em Deus, certamente, em primeiro lugar e antes de mais nada; é sob a inspiração do Espírito Santo que os seus corações palpita, com ternura e recíproca. A única preocupação que têm é fazerem sempre e em tudo a Vontade do Deus três vezes Santo. Esta é a inspiração fundamental que os anima:as suas almas unem-se na mútua adoração do seu Mestre divino, e o amor ao Altíssimo é o alicerce da sua aliança.
     Mas é precisamente nisso que reside a força e a beleza do seu matrimônio. Diz São Paulo, na Epístola aos Romanos (8,38): Porque eu estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as virtudes, nem as coisas presentes, nem as futuras, nem a força, nem a altura, nem a profundidade, nem nenhuma outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Jesus Cristo nosso Senhor. É um clamor semelhante a este que a cada instante faz vibrar secretamente o coração de Maria e de José. Assim como o amor divino é incorruptível - dizem um ao outro -, assim também o nosso amor é invencível, pois sua força se alimenta de Deus. Dedicam-se a fazer a vontade um do outro, tanto mais que a sua mútua complacência, longe de os distrair de Deus, não faz outra coisa senão ajudá-los a unir-se ainda mais a Ele.
     Desde a primeira troca de promessas fora assim. A partir daquele momento, José não tinha imaginado que o seu amor por Maria pudesse crescer ainda mais. Mas, depois da revelação do Anjo, Ela tornou-se ainda mais querida para ele, e a força do seu amor redobrou, a tal ponto que agora se sentia um homem novo. As perfeições de Maria aumentaram pelo fato de a Criança que trazia no seu seio ser o Deus das promessas, para o qual tinha dirigido todas as suas aspirações, e José a olhava e venerava como uma nova Arca da Aliança, o tabernáculo do Santo dos Santos. 
     Maria, por sua vez, sentia-se diante de José como diante do representante da autoridade de Deus sobre Ela e sobre seu Filho, diante daquele que fora escolhido para ser o coadjutor de Deus no mistério da Encarnação. Por isso consagrava-lhe uma afeição feita de deferência e de terna afetuosa submissão. É verdade que tanto um como outro tinham feito uma promessa de virgindade, mas era justamente isso que tornava mais estreita a sua união. Foi precisamente porque o amor entre os dois era virginal e a carne não tinha qualquer parte nele, que esteve ao abrigo dos caprichos, das inquietações, das amarguras e das decepções. Os corações das virgens têm ternuras que os corações gastos não conhecem. Exatamente porque são virgens, ignoram aquilo que São Paulo designa por tribulações da carne (1 Cor 7, 28); e, santos de corpo e de espíritos, ama-se com um amor sempre capaz de crescer e de enriquecer-se: "Ó santa virgindade", escreve Bossuet, "as vossas chamas são tanto mais fortes quanto mais puras e desprendidas, e o fogo da concupiscência que arde no nosso corpo nunca pode igualar o ardor dos castos abraços entre os espíritos unidos pelo amor à pureza".
     Por outro lado, seria errado imaginar que a união entre Maria e José foi de ordem estritamente espiritual, que não houve nada de sensível no seu afeto mútuo. Não temos nenhum motivo para pensar que não manifestassem um ao outro essa terna afeição que faz palpitar o coração, essa doçura de amor que ilumina o coração dos esposos.
    Pressentiria José que Maria, em virtude da sua missão, seria um dia chamada pelo mundo "causa de nossa alegria"? Seja como for, a partir do momento em que a instala em sua casa, para viver junto dEla uma vida comum que só a morte poderá interromper, Maria passa a ser para ele uma fonte permanente de transbordante alegria. Enquanto a rodeia desses cuidados e dessas delicadezas que constituirão para Ela um verdadeiro tesouro de pensamentos e de recordações, cuidadosamente guardado no seu coração, Maria por seu lado comporta-se como uma Esposa amante e terna, cuja dedicação pronta e alegre vai ao ponto de prevenir os menores desejos. Há entre eles maravilhosas disputas para ver qual dos dois deve servir o outro: "Eu sou tua serva", diz Maria; e José responde: "Não, eu é que fui designado por Deus para te servir".
    E no dia-a-dia do casal recém-instalado, Maria cose e borda as roupas e José aparelha e trabalha o berço onde em breve há de repousar o Filho do Altíssimo, O Rei do Universo, o Salvador do mundo. 




Do Livro José, o silencioso, de Michel Gasnier, capítulo "O esposo de Maria".


21 de mai de 2016

COMO SERÁ O CÉU E A ETERNIDADE?







"Porque a primordial felicidade do céu consiste exatamente nisto: em que possuiremos a Deus infinitamente perfeito e seremos possuídos por Ele, numa união tão absoluta e completa que nem sequer remotamente podemos imaginar o êxtase que dela advirá.
Não será um ser humano que possuiremos, por admirável que seja. Será o próprio Deus. A quem nos uniremos de um modo pessoal e consciente; Deus que é Bondade, Verdade e Beleza infinitas; Deus que é tudo, e cujo amor infinito pode satisfazer (como nenhum amor na terra) todos os desejos e aspirações do coração humano. Conheceremos então uma felicidade tão arrebatadora, que diremos dela que “nem olho algum viu, nem ouvido algum ouviu, nem o coração humano imaginou”, segundo a citação de São Paulo (1 Cor. 2,9). E esta felicidade, uma vez alcançada, nunca se poderá perder. Mas isto não significa que se vá prolongar por horas, meses e anos. O tempo é algo próprio do mundo material perecível. Quando deixarmos esta vida, deixaremos também o tempo que conhecemos. Para nós, a eternidade não será “uma temporada muito longa”. A sucessão de momentos que experimentaremos no céu — o tipo de duração que os teólogos chamam aevum — não serão ciclos cronometráveis em horas e minutos. Não haverá sentimento de “espera”, nem sensação de monotonia, nem expectativa do amanhã. Para nós, o “agora” será a única coisa que contará.
Nisto consiste a maravilha do céu: em que nunca acaba. Estaremos absortos na posse do maior Amor que existe, diante do qual o mais ardente dos amores humanos é uma pálida sombra. E o nosso êxtase não será perturbado pelo pensamento de que um dia terá que acabar, como ocorre com todas as felicidades terrenas."




Pe Leo J. Trese, A Fé Explicada, pág. 12,13

Leiam este livro. Está sendo um dos melhores livros lidos da minha vida.

21 de abr de 2016

Católicas, nós não devemos nada ao feminismo!

As feministas dizem que devemos muito ao feminismo. Bem, que eu saiba, antes do feminismo as mulheres já trabalhavam, e não há nada de errado nisso, em provérbio, a mulher forte trabalha e muito. E para se certificarem disso que digo, procurem as obras de Regina Pernoud, historiadora especializada em Idade Média.

"Ela procura lã e linho e trabalha com mão alegre.Semelhante ao navio do mercador, manda vir seus víveres de longe". Pv 31, 13-14


Dentro de casa ou nos campos, a mulher sempre trabalhou. 

Também não me lembro de ideologia nenhuma me dar tanta dignidade quanto o Catolicismo. Imaginem que grande mistério: uma mulher ser ESPOSA de Deus! e, pasmem, ser a mãe do Filho dEle. O que havia em Maria para ter merecido tão grande graça?Que enamorou-se Dela o Senhor de todas as coisas.

"O anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. (...) Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus." São Lucas 1, 28-30

Senhora do Céu, da Terra e do Mar. A mãe de Deus.
E aí, achou pouco?
E por mais que você tenha feito escolhas erradas, ninguém pode te "apontar" do dedo, nem mesmo você. Sabe por quê? Porque teve um alguém que morreu no seu lugar, tomou sobre si a vergonha dos teus pecados. Agora, você é digna de todo o amor, é curada para ser alguém melhor e sem cicatrizes. E se errar de novo, você poderá recomeçar outra vez!

Ele faz nova todas as coisas.


Eu devo ao Catolicismo o que movimento nenhum poderá fazer por mim: meu valor. Ele é maior que os das jóias mais preciosas, como diz Santo Agostinho "quer saber qual seu valor? Olhe para cruz, tu vale um Deus crucificado". Os rapazes se admiram e reconhecem que esse valor não se encontra "solto" na esquina mais próxima, só no sorriso de uma mulher virtuosa ele encontrará forças para enfrentar as batalhas do mundo. Só o homem temente a Deus entenderá a preciosidade que encontrou em sua vida e ele a oferece livremente: isso é amor. Um ato que se espelha em Cristo, que deu sua vida por nós, tal é o amor do homem que encontrou a mulher de Deus. Até as mais rebeldes já sonharam com um amor assim. Você não o encontra entregando seu corpo em prol de uma libertinagem travestida de "liberdade". E se te disserem que isso é irreal, lembre-se das Santas, como Chiara, que provaram deste amor na Terra que a preparou para o Céu. 

"Uma mulher virtuosa, quem pode encontrá-la? Superior ao das pérolas é o seu valor". Pv 31, 10



             
Muitas mulheres são exemplares, mas você as supera.
   
Se Deus quiser, uma futura Santa: Chiara Corbella
e seu marido, Enrico. 



O feminismo nega a beleza rebaixando-a em uma "construção social". Mas existem feministas bonitas? Sim, fisicamente. Mas é tão passageira, é tão artificial e vazia. Aqui estamos falando de um ouro tipo de beleza. Dostoiévski diz "que a beleza salvará o mundo", ele encontrava paz ao admirar a Madonna, de Raffaello. Uma alma bonita, livre e que assumi sua feminilidade, seu papel importante de ser uma outra Maria poderá, verdadeiramente, entender o que é a beleza: a que aformoseia o rosto. Quem tem Deus é feliz, e a felicidade é bela.

"A beleza é enganosa, e a formosura é passageira; mas a mulher que teme ao Senhor será elogiada." Pv 31, 30

"O coração alegre aformoseia o rosto." Pv 15,13


Belíssima Beata Chiara Badano


E, por último, foi o Catolicismo que me fez entender o valor da família. Nunca uma mulher é tão forte, como no momento de dar à luz: da dor que deixou a vida brilhar. O poder da maternidade sobre a mulher é algo mais forte que a morte: a maternidade salvará a mulher, porque a exercita na prática de sacríficos, de mortificar o seu "eu" e viver com o coração batendo fora do peito. Nenhuma mulher encontrará satisfação maior que a de ouvir "mamãe"; nenhum reconhecimento profissional será tão reconfortante, quanto aquele momento em que seu filho te surpreende com um abraço e nada te fará mais bela que a flor colocada entre a orelha e os cabelos colhida por sua filha.



"A mulher será salva pela maternidade" 1Tm 2,15 .


Querida Santa Gianna, que deu a vida por sua filha.




Viram porque tudo que eu preciso o feminismo não pode me dar? Simplesmente porque o feminismo transforma a mulher em uma caricatura mal acabada de um homem; e o catolicismo eleva a mulher ao grau mais alto de felicidade, que está em responder a nossa primeira vocação: maternidade e família.

Família de Santa Terezinha: todos são santos de Deus.


E só, e só. Eu não preciso do feminismo, sou a mulher mais bela, segura e feliz do mundo, graças a Deus.

Santa Scorese. Apenas no Catolicismo uma mulher
pôde ser mãe de Deus, santas e doutoras da Igreja. 


16 de abr de 2016

Antes de amar alguém...

Sempre ouvi a máxima " você não pode oferecer o que não possui". Não é possível preparar-se para amar alguém, sem antes preparar-se para se amar. Deus pensou em cada detalhe de como somos, nos fez com amor e muito carinho, um coração curado passa pela doce aceitação de ser quem se é. Como diz Santo Agostinho: "Conhece-te, aceita-te, supera-te". E dessa aceitação nasce um amor mais puro e limpo, longe de inseguranças, ciúmes, medos, fantasias, depressão, baixa auto-estima e tantas "doenças" capazes de nos afetar emocionalmente e fisicamente, em nossos relacionamentos e afetos. Meditemos com um texto singelo que - embora o autor seja desconhecido - acerta em tudo!
"Primeiramente se ame. Goste do seu corpo, da sua voz e do seu jeitinho. Aceite a mania que você tem de se apegar ou se desapegar. Goste do seu cabelo seja ele ondulado, crespo, liso, enrolado… Fique contente ao se vestir, pois você se veste para si mesmo; para se agradar. Goste do seu andar e do seu falar. Seja sua voz fina, grossa, roca, ou de qualquer outra maneira.Goste do seu andar seja ele torto, reto, apressado ou lento. Ame o seu peso, e caso não se contente, se esforce até gostar. Se contente com sua altura. Se contente com você e com o seu eu. Se contente com seus jeitos e manias.Goste do seu sorriso, pode ser tortinho, amareladinho, mas sorrir faz parte da felicidade. Goste da maneira como gesticula ou como pega gírias rapidamente. Goste de sua mania de sentir. Goste da sua maneira de demonstrar ou não o amor. Goste de você. Ame a si mesmo. Ame. Ame mesmo. Se namora, para depois pensar em amar outro alguém."




14 de fev de 2016

Como ajudar minha amiga a viver a modéstia?



Eu estava há um tempo pensando em escrever sobre esse assunto. Isso porque, de certa forma, eu venho analisando a forma das mulheres católicas não-praticantes se vestem ou – até mesmo – aquelas amigas de quem gostamos muito. É inegável que com a chegada das redes sociais, a forma de evangelização melhorou e se ampliou muito. Podemos ver isso, por exemplo, em relação às moças que vivem a modéstia (cresceu consideravelmente), dado o tempo em que vivemos, em que tudo é careta, brega, sonso, cafona ou “crentice”.

Os apostolados de modéstia têm feito essa evangelização de forma extraordinária (é claro que existem aqueles que são farisaicos!, ou puritanos ao extremo), muitas católicas se “convenceram” que amar e viver para Deus precisa ser um todo, que as virtudes complementam uma às outras.

“Observando a modéstia, edificamos sumamente os outros e os estimulamos à prática da virtude.” Santo Afonso de Ligório


Vejam que, no estudo das virtudes, a virtude da modéstia está subordinada à virtude da Temperança, que é uma Virtude Humana. As Virtudes Humanas são aquelas que têm origem no próprio homem, e se desenvolvem com esforço e exercício contínuo (ao contrário das Teologais, que têm origem somente em Deus) e por sua vez, são fundamentadas e aperfeiçoadas pelas Virtudes Teologais, ou seja, Sem a Graça Divina, não subsistem. Dentro da temperança, podemos observar a modéstia e o pudor, virtudes que não se separam. Uma precisa da outra para complementarem-se, como eu dizia acima, e – por essa razão –, só um coração que busca uma verdadeira conversão pode estar atento ao Espírito Santo, já que não há regrinhas para se viver a modéstia em relação às vestimentas (e nos demais casos, mas nos foquemos nas vestimentas!).

Logo, a Virtude da Modéstia se aplica a pessoas, e não a coisas. Não existem “roupas modestas”, o que existe são pessoas modestas, porque exercitam a virtude da temperança, da qual deriva a modéstia e o pudor.

Uma vez que entendido isso, podemos, então, ajudar as pessoas ao nosso redor, sem cair na bobeira de espantá-las ou de justificar tal ato só sob o olhar religioso, já que as pessoas tendem a correr, quando apresentamos o porquê de se vestir de tal maneira, o bem que faz e os benefícios. O que fazer? Bom, para nossas amigas que não são católicas e não dariam a mínima para o assunto, devemos ter em mente essas cinco coisas:

1. Durante um bom tempo elas acreditaram que ao se vestirem assim estariam se tornando “mulheres”, deixando a infância e estando prontas para as paqueras;

"Elas [mulheres] perderam o próprio conceito de perigo: elas perderam o instinto de modéstia" Papa Pio XII



2. Que os rapazes prestariam atenção nelas, iriam notá-las muito mais que antes;

“(...) o tipo de rapaz que você deseja encontrar não é o tipo de rapaz que fica olhando para meninas com blusinhas muito curtas ou jeans apertado de cintura baixa. É preferível que você encontre um rapaz que acha você linda com uma roupa mais modesta. Agora, vestir com modéstia não significa se vestir de modo desajeitado ou sem ser atraente. Significa apenas que você prefere chamar a atenção dele para o que interessa mais: sua dignidade. Portanto, vista algo que revela mais de você: vista-se com modéstia.” Jason Evert



3. Puro ego, competir com a colega de quem é mais linda não é o único motivo para as mulheres se vestirem tão mal, mas ser desejada, olhada, admirada é algo que está na natureza mulher, e quanto mais homens as desejam, mais elas querem ser desejadas;

“Quando você sai procurando por caras que olhem assim para você [desejando o corpo], é como se você quisesse ser alimentada com algo. Mas é como querer ser alimentada com balas. Sabe... parece bom, mas não alimenta. Colocamos na boca e desaparece.
[...] Com a modéstia, o mistério, a castidade, há algo secreto nela. E como homem, isso é cativante. E para uma mulher, acho que dá um grande senso de reverência para consigo mesma". Jason Evert



4. Acreditam que estão “livres” quando se vestem de uma forma tão escandalosa, tudo por que acham que devem mostrar o que “há de melhor em si”;

"Não ande por ai mandando mensagens de que seu corpo é a melhor parte de você - implicando que seu coração, seus pensamentos e sua alma não sejam importantes. Ao invés disso, desperte com a sua modéstia, o desejo de conhecerem-na melhor." Crystalina Evert


5. E, por fim, para aumentar-lhes a autoestima. E isso está diretamente ligado à quantidade de olhares ou assovios que recebem. Pois em algum determinado momento da vida, as mulheres sentem-se inseguras, sobretudo, pensando no futuro.

"Ela está vestida com força e dignidade; e ela ri sem medo do futuro". Pv. 31, 25

Tendo em mente esses cinco motivos (e há tantos outros!), me propus que, durante uma semana, eu iria ajudar uma amiga a se vestir melhor. Cada dia, uma dica ou uma conversa, mas tudo de forma que ela possa entender. Mas isso exigirá muito mais de mim do que dela, de fato, porque é o Espírito Santo quem guia, mas posso ajudar rezando e oferecendo pequenos sacríficos durante a quaresma. Ser luz e sal da Terra é poder se misturar em meio aos outros e levar até eles o que me fez ressuscitar para ser uma mulher nova. Não há nada que o feminismo possa oferecer perto do que a santidade fez/faz por nós, mulheres cristãs, porque a fonte desse Amor – que é Cristo – nos “cristaliza” de modo que tudo em nós se faz novo “Aquele que estava sentado no trono disse: 'Eu faço novas todas as coisas'!” Ap 21,5 .
Gostaram da ideia? Estão curiosas para saberem mais? Postarei as dicas no facebook, durante os sete dias, e, depois, colocarei em um único post no blog. Fiquem comigo até o próximo post, e me digam quantas estão verdadeiramente empenhadas com esse propósito: Como ajudar minha amiga a viver a modéstia?

Salve Maria e Até logo! 

30 de jan de 2016

A SAGA DAS MULHERES MODERNAS


Anna tem 29 anos e estuda há mais de dez anos. Primeiro ela obtém bacharelado, depois mestrado e, então, doutorado. Durante esse tempo, Anna mora com o namorado, Sam. Ele terminou a faculdade de medicina e faz residência no mesmo estado em que Anna estuda. Tudo vai bem para dos dois e logo eles ficam noivos.
Quando Anna obtém o doutorado, e Sam termina a residência, os dois estão com 31 anos e recém-casado. O casal precisa arranjar emprego e se preocupar com qual carreira deve ser prioridade. No meio do dilema, Anna descobre que está grávida, e Sam recebe uma proposta de trabalho como clínico geral em outro estado, longe de suas famílias. Ele aceita o trabalho, não porque é o que ele realmente quer, mas porque Anna está grávida e existe a pressão para sustentar uma família.
Quase no fim da gravidez, Anna encontra um trabalho na cidade atual e começa depressa a procurar alguém para cuidar do bebê. Ela encontra uma babá perfeita, ou assim ela acha que é. Após vários meses, ela descobre que a babá perfeita não era tão perfeita assim. Ele encontra outra babá que também acaba não dando certo. Depois de três babás, ela desiste e coloca o bebê na creche.
Mais ou menos depois de um ano, Anna se esforça em vão para engravidar de novo devido à idade. Ela recorre à fertilização artificial. O processo é longo e difícil, mas com o tempo ela acaba engravidando, e dois anos depois outro bebê nasce. Anna logo descobre as demandas intensas de ter uma criança pequena e um bebê, principalmente quando a avó não está por perto para ajudar. Ela decide não voltar a trabalhar, porque é coisa demais para dar conta. Então ela pede demissão, o que é bom, pois ao que se revela, Anna adora ficar com os filhos.
Sam fica com raiva. Não só porque eles têm uma enorme devida devido aos anos de estudo de Anna, mas também porque Sam planejou sua carreira em torno da carreira de Anna. Ele não quer que ela peça as contas e não acha que tem problema colocar as crianças numa creche, já que todo mundo que ele conhece faz a mesma coisa.

O conflito segue e o fim da história ninguém sabe...

Fonte: O outro lado do feminismo, Editora Simonsen