30 de jan de 2016

A SAGA DAS MULHERES MODERNAS


Anna tem 29 anos e estuda há mais de dez anos. Primeiro ela obtém bacharelado, depois mestrado e, então, doutorado. Durante esse tempo, Anna mora com o namorado, Sam. Ele terminou a faculdade de medicina e faz residência no mesmo estado em que Anna estuda. Tudo vai bem para dos dois e logo eles ficam noivos.
Quando Anna obtém o doutorado, e Sam termina a residência, os dois estão com 31 anos e recém-casado. O casal precisa arranjar emprego e se preocupar com qual carreira deve ser prioridade. No meio do dilema, Anna descobre que está grávida, e Sam recebe uma proposta de trabalho como clínico geral em outro estado, longe de suas famílias. Ele aceita o trabalho, não porque é o que ele realmente quer, mas porque Anna está grávida e existe a pressão para sustentar uma família.
Quase no fim da gravidez, Anna encontra um trabalho na cidade atual e começa depressa a procurar alguém para cuidar do bebê. Ela encontra uma babá perfeita, ou assim ela acha que é. Após vários meses, ela descobre que a babá perfeita não era tão perfeita assim. Ele encontra outra babá que também acaba não dando certo. Depois de três babás, ela desiste e coloca o bebê na creche.
Mais ou menos depois de um ano, Anna se esforça em vão para engravidar de novo devido à idade. Ela recorre à fertilização artificial. O processo é longo e difícil, mas com o tempo ela acaba engravidando, e dois anos depois outro bebê nasce. Anna logo descobre as demandas intensas de ter uma criança pequena e um bebê, principalmente quando a avó não está por perto para ajudar. Ela decide não voltar a trabalhar, porque é coisa demais para dar conta. Então ela pede demissão, o que é bom, pois ao que se revela, Anna adora ficar com os filhos.
Sam fica com raiva. Não só porque eles têm uma enorme devida devido aos anos de estudo de Anna, mas também porque Sam planejou sua carreira em torno da carreira de Anna. Ele não quer que ela peça as contas e não acha que tem problema colocar as crianças numa creche, já que todo mundo que ele conhece faz a mesma coisa.

O conflito segue e o fim da história ninguém sabe...

Fonte: O outro lado do feminismo, Editora Simonsen