21 de mai de 2016

COMO SERÁ O CÉU E A ETERNIDADE?







"Porque a primordial felicidade do céu consiste exatamente nisto: em que possuiremos a Deus infinitamente perfeito e seremos possuídos por Ele, numa união tão absoluta e completa que nem sequer remotamente podemos imaginar o êxtase que dela advirá.
Não será um ser humano que possuiremos, por admirável que seja. Será o próprio Deus. A quem nos uniremos de um modo pessoal e consciente; Deus que é Bondade, Verdade e Beleza infinitas; Deus que é tudo, e cujo amor infinito pode satisfazer (como nenhum amor na terra) todos os desejos e aspirações do coração humano. Conheceremos então uma felicidade tão arrebatadora, que diremos dela que “nem olho algum viu, nem ouvido algum ouviu, nem o coração humano imaginou”, segundo a citação de São Paulo (1 Cor. 2,9). E esta felicidade, uma vez alcançada, nunca se poderá perder. Mas isto não significa que se vá prolongar por horas, meses e anos. O tempo é algo próprio do mundo material perecível. Quando deixarmos esta vida, deixaremos também o tempo que conhecemos. Para nós, a eternidade não será “uma temporada muito longa”. A sucessão de momentos que experimentaremos no céu — o tipo de duração que os teólogos chamam aevum — não serão ciclos cronometráveis em horas e minutos. Não haverá sentimento de “espera”, nem sensação de monotonia, nem expectativa do amanhã. Para nós, o “agora” será a única coisa que contará.
Nisto consiste a maravilha do céu: em que nunca acaba. Estaremos absortos na posse do maior Amor que existe, diante do qual o mais ardente dos amores humanos é uma pálida sombra. E o nosso êxtase não será perturbado pelo pensamento de que um dia terá que acabar, como ocorre com todas as felicidades terrenas."




Pe Leo J. Trese, A Fé Explicada, pág. 12,13

Leiam este livro. Está sendo um dos melhores livros lidos da minha vida.