13 de fev de 2017

4 erros que você não pode cometer em seu relacionamento



Summer flowers de John William Godward



É fato que em um relacionamento a dois nem tudo é um mar de rosas. Na verdade, Deus nos chama a uma vida de sacrifício, um casamento, por exemplo, é uma via sacra. É comumente os católicos acharem que a única forma de viver uma vida santa é por meio da vida religiosa, contudo, o que seria do mundo sem casais? Simplesmente não iriam existir mais católicos. Então, se sabemos que o amor entre o homem e uma mulher é o que há de mais próximo do amor divino - pois é isso que as próprias Santas Letras nos mostram quando dizem que os esposos devem amar as esposas como Cristo amou a Igreja -, como podemos fazer para que algumas coisas deem certo? Algumas de nós podem cometer alguns erros que poderiam ser evitáveis. Listo aqui no texto quatro deles: insegurança, ansiedade, impaciência e impulsividade.

Notaram que há uma sequência bem lógica em cada um dos erros? A impressão que tenho é que um erro decorre de outro erro.

Por natureza, as mulheres tendem a ser bastante inseguras, sobretudo, nos tempos modernos. Vamos ser bem sinceras umas com as outras! Em algum momento de nossas vidas nos sentimos incomodadas com tantas “mulheres bonitas” ao redor, afinal de contas, é cada “roupinha curta”, não é? Nossa vontade é pedir para que todas se cubram! Mas nossa insegurança não decorre apenas disso, há outras inseguranças também. A insegurança de não ser uma moça inteligente, madura, sábia, uma moça cheia de virtudes, aquela a quem as Santas Letras chamam de “mulher virtuosa”, enfim, uma moça à altura do nosso amado.

Mas não podemos deixar que nossas inseguranças femininas (e muitas vezes sem sentido!) atrapalhem o nosso relacionamento. Por quê? Porque a partir delas aparecerão vários outros problemas. Insegurança gera medo, que gera ansiedade. A ansiedade gera aflição e agonia, todos esses sintomas não são santificantes. São Mateus diz-nos: “Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia seu próprio mal”[1]. Em sua epístola aos Filipenses, São Paulo diz-nos, também: “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a ação de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus” [2].
A ansiedade torna-nos impaciente. E, claro, a impaciência também não provém de Deus. Na verdade, a informação que temos é que a paciência é um dos frutos do Espírito Santo [3]. A grande mística e doutora da Igreja, Santa Teresa d’Ávila, escreveu: “A paciência tudo alcança". Sim. A paciência realmente alcança tudo, ao contrário da impaciência que gera em nós uma atitude impulsiva. Falamos e agimos descontroladamente, sem pensarmos duas vezes no que estamos fazendo, e depois nos arrependemos amargamente daquilo que fizemos por impulso, na hora da impaciência.
Homens são fortes, mas eles também têm seus medos, anseios e inseguranças. Precisamos ser como âncoras para eles, precisamos ser fortes. Confúcio, um filósofo chinês, uma vez disse: "A mulher é a raiz e o homem, a árvore. A árvore só cresce quando a raiz é forte". E, de fato, a mulher é o que há de mais forte na terra, embora, muitas vezes, por causa da natureza decaída do ser humano, acabamos cometendo pecados. Não podemos prejudicar nossos relacionamentos por erros tão evitáveis, erros que podem ser corrigidos com muita oração e perseverança.

[1] Evangelho Segundo São Mateus 6,34
[2] Epístola aos Filipenses 4,6-7
[3] Epístola aos Gálatas 5,22

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